segunda-feira, 16 de junho de 2014

Medianeira Universal



Para compreendermos bem essa Verdade, relacionada à Santíssima Virgem, devemos primeiro analisar qual foi a sua participação na Salvação dada por Cristo, com sua morte na Cruz.
Ora, a Santíssima Virgem, de maneira singular e única, teve participação total e plena na Redenção dada por Cristo a todos os homens, de todas as épocas. Como ninguém, esteve unida ao Seu verdadeiro Filho, nos seus sofrimentos, na sua agonia, nas suas dores e na sua total doação no madeiro da Cruz, até a consumação final. Por isso, é correto afirmar que a Virgem Santíssima, unida ao Seu Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, sofreu por todos os homens e expiou  com Nosso Senhor, os pecados dos homens, de todos os tempos, e de todas as épocas.
Por isso, como o seu sofrimento, por estar plenamente unida à Cristo, alcança todos os homens, sua intercessão também participa de forma plena, total e única, da intercessão que Cristo realiza junto de Deus, nosso Pai.
Mas como Cristo Jesus é igual  a Deus, Deus de Deus, se torna necessário termos um intercessor junto do Intercessor que é ao mesmo tempo Juiz.A Virgem Santíssima é nossa Advogada junto do Justo Juiz que é Deus Nosso Senhor.Devido à sua participação nos Mistérios de Cristo e por ser Ela mesmo parte desses Mistérios,co-autora da Salvação, sua Mediação alcança todos os homens, de todas as épocas.
Sim, não existe graça alguma que chegue aos homens, seja ela atual, sacramental, santificante, de estado, enfim, não existe graça alguma que Deus concede aos homens, que não passe primeiro pela Santíssima Virgem pois todas as graças que Deus concede aos homens, são provenientes da Cruz de Cristo e para que recebêssemos a graça da Salvação, Deus quis precisar do sim da Virgem Imaculada.
Mesmo aqueles que não professam a fé católica, mesmo os ateus, recebem graças de Deus através da Santíssima Virgem.
Pois para conceder Salvação aos homens, Deus quis que houvesse somente um meio, um canal, um modo. E foi através da Santíssima Virgem, chamada de Arca da Nova e Eterna Aliança.
A Virgem, como Nova Eva, se tornou a Mãe de todos os viventes e intercessora universal junto do Único e Eterno Intercessor junto de Deus, Jesus Nosso Senhor.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O Pobre de Deus



O nosso Papa, o Papa Francisco, tem nos ensinado muito com a sua vida, a nos recordarmos mais do Evangelho de Nosso Senhor, como eram as atitudes de Jesus diante das perseguições, indo ao encontro daqueles que eram marginalizados na época, tomando refeição com os pecadores, etc..
O amor não é uma força que vence pela imposição mas sim uma atitude que nos leva a se abaixar, se humilhar, para reerguer quem está caído.
Interessante comparar o trigo com o joio e que Nosso Senhor o fez tantas vezes. Para quem tem a oportunidade de ver o trigo e o joio, verá que, quando estão crescendo, não há diferença nenhuma, são idênticos. Contudo, depois de crescidos, o trigo se inclina, se humilha, enquanto o joio permanece ereto.
Isso é um grande ensinamento porque não amamos por medo da humilhação, da chacota e da vergonha.
Não nos inclinamos, como o trigo, para ir ao encontro daqueles que precisam de amor e carinho.
Então, Deus nos envia o Papa Francisco, que com seus discursos simples, parecidos com os do Evangelho, e com a sua vida, nos recorda que, para ser grande, tem que diminuir, tem que ser pequeno, tem que servir o próximo.
E Deus nos indica o caminho que devemos seguir através dos seus representantes, sendo o maior deles, o Papa, e que, no entanto, se faz menor.
Sim, o Papa que se faz pequeno, para servir, para salvar. É a sua missão de Papa, de Francisco, que foi rejeitado pela própria ordem que fundou, porque se fez tão pobre, pequeno, que foi desprezado pelos seus.
O Papa Francisco também pode valer suas as palavras de São Paulo que afirma que não recorreu aos recursos da linguística mas pregou Jesus Cristo, e este, Crucificado.
Que possamos pedir ao Senhor a graça de nos libertarmos de toda a mundanidade, que nos torna grandes diante dos outros, para abraçarmos o Evangelho de Cristo, que nos leva a sermos pequenos, a nos abaixarmos, para lavar os pés dos outros, a exemplo de Jesus, que lavou os pés daquele que o iria trair.